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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Democratas sai fortalecido e vai comandar a Câmara e o Senado

JuOntem, dia 02, o Senado da República concluiu a votação para a sua presidência. Em uma disputa extremamente atormentada, o senador amapaense Davi Alcolumbre conseguiu ser eleito. Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, o principal nome na disputa, acabou abrindo mão de sua candidatura, após pressentir a derrota.

Também receberam votos as candidaturas de Espiridião Amim, do PP-SC, Ruguffe, Sem Partido-DF, Fernando Collor de Melo, PROS-AL e Ângelo Coronel, do PSD-BA.

Polêmicas

A eleição foi tomada por polêmicas desde o início.

Na primeira reunião preparatória, ainda na sexta feira, Alcolumbre conduziu os trabalhos, na condição de único membro da mesa diretora que restou da legislatura anterior. Nessa primeira sessão, foi dada posse aos novos senadores. Na sequência, Alcolumbre votou uma propositura, apoiada por 52 senadores, para que a votação tivesse voto aberto e declarado. Na madrugada de sexta para sábado, o presidente do STF, Dias Tofolli, derrubou tal decisão e reverteu a eleição para o voto secreto.

Já no sábado, a eleição retorna, agora não mais sobre a direção de Alcolumbre, mas do senador mais idoso, José Maranhão, do MDB-PB.

Três pré candidatos retiraram suas candidaturas, como Álvaro Dias, do Podemos do Paraná, Simone Tebet, do MDB do Mato Grosso do Sul e Major Olimpio, do PSL de São Paulo. Todos os três declararam apoio ao senador Davi Alcolumbre.

A votação, em cédulas de papel, teve de ser feita duas vezes. A primeira votação foi comprometida, já que algum senador depositou duas cédulas, com os votos em Renan Calheiros. Iniciada a segunda votação, vários senadores resolveram abrir e declarar os seus votos em Davi Alcolumbre, inclusive senadores da bancada do PSDB e Flávio Bolsonaro, do PSL do Rio de Janeiro. Diante disso, Renan Calheiros renunciou a sua candidatura.

Judaísmo

Davi Alcolumbre possui ensino superior incompleto. Já foi vereador, deputado federal e está em seu primeiro mandato como senador pelo Amapá. O parlamentar também é o primeiro judeu a comandar o Congresso Nacional.

Câmara

Na Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi reeleito para o comando da Casa nos próximos dois anos. Tanto Maia quanto Alcolumbre prometem apoiar as reformas a serem propostas pelo governo Bolsonaro. A vitória dos parlamentares demistas é uma vitória da articulação política do Palácio do Planalto, em especial de Onix Lorenzoni, que atuou para que a eleição do Senado tivesse resultado favorável ao candidato de sua legenda, Davi Alcolumbre.

sábado, 3 de novembro de 2018

Márcio França saiu dessa eleição como o grande vencedor

EDITORIAL

A história do estado de São Paulo é marcada por dois grandes ciclos políticos, desde a proclamação da República. Entre 1889 e 1930 os paulistas tiveram sua administração pública controlada pelo PRP (Partido Republicano Paulista), legenda composta, hegemonicamente, por cafeicultores. O segundo ciclo político é do domínio do PSDB, de 1994 até hoje (e se João Dória permanecer no cargo para o qual foi eleito, o partido permanecerá até 2022, completando, ao total, 28 anos de gestões tucanas).

Desde 1994 várias tentativas de apear o PSDB do Palácio dos Bandeirantes fracassaram. Em 1998, Paulo Maluf perdeu no segundo turno para Mário Covas. Em 2002, José Genoíno enfrentou Geraldo Alckmin e, mesmo com a força eleitoral de Lula que seria eleito pela primeira vez naquele ano, não conseguiu vencer o tucano de Pindamonhangaba. Em 2006, 2010 e 2014 as vitórias do PSDB com José Serra e duas vezes seguidas com Alckmin foram com ainda mais propriedade, todas no primeiro turno.

Em 2018 a eleição para o Palácio dos Bandeirantes realmente foi única, pois o PSDB lançou um nome novo no partido, João Dória, que havia sido eleito, em 2016, prefeito da capital Paulista. Contra ele, os principais adversários eram Paulo Skaf, do MDB, Márcio França, do PSB e Luiz Marinho, do PT. 

As eleições de 2018 ficarão fortemente marcadas como sendo aquelas em que o fenômeno eleitoral de Jair Bolsonaro (PSL) em sua candidatura à presidência foram dominantes. Essa dominância, inclusive, foram responsáveis pelas vitórias de vários governadores, entre eles, João Dória, do PSDB.

Dória, que no segundo turno enfrentou Márcio França, soube muito bem depositar sobre o adversário todo o sentimento anti-petista atual da população de São Paulo. Se França fosse de qualquer outro partido, teria sido eleito. Foram 700 mil votos que deram a vitória para João Dória. França, que até hoje só foi filiado a um único partido, o próprio PSB, foi vítima do sentimento generalizado e um pouco histérico, de anti-esquerdismo.

Contudo, o governador Márcio França saiu fortalecido da disputa. De um político de média expressão, conhecido apenas em São Vicente, onde foi prefeito muito bem avaliado, França fez nome e se formou como uma expressão forte da alternativa anti-tucana em São Paulo. Hoje já correm informações de que ele disputará a prefeitura de São Paulo em 2020.


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Leia o discurso integral de vitória de Jair Bolsonaro

"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

Nunca estive sozinho. Sempre senti a presença de Deus e a força do povo brasileiro.

Orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras que, diante da ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem, colocaram o Brasil, nosso amado Brasil, acima de tudo.

Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido. Não é a palavra vã de um homem. É um juramento a Deus.

A verdade vai libertar este grande país, e a liberdade vai nos transformar em uma grande nação.

A verdade foi o farol que nos guiou até aqui e que vai seguir iluminando o nosso caminho.

O que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade.

O compromisso que assumimos com os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o país e com o nosso povo --e eu garanto que assim será.

Nosso governo será formado por pessoas que tenham o mesmo propósito de cada um que me ouve neste momento: o propósito de transformar o nosso Brasil em uma grande, livre e próspera nação.

Podem ter certeza de que nós trabalharemos dia e noite para isso. Liberdade é um princípio fundamental: liberdade de ir e vir, de andar nas ruas, em todos os lugares deste país, liberdade de empreender, liberdade política e religiosa, liberdade de informar e ter opinião. Liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas.

Este é um país de todos nós, brasileiros natos ou de coração. Um Brasil de diversas opiniões, cores e orientações.

Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis; elas são para todos. Porque assim será o nosso governo; constitucional e democrático.

Acredito na capacidade do povo brasileiro, que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos --governo e sociedade-- construir um futuro melhor.

Esse futuro de que falo e acredito passa por um governo que crie as condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo federal dará um passo atrás --reduzindo a sua estrutura e a burocracia; cortando desperdícios e privilégios, para que as pessoas possam dar muitos passos à frente.

Nosso governo vai quebrar paradigmas: vamos confiar nas pessoas. Vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir e seu futuro.

Vamos "desamarrar" o Brasil.

Outro paradigma que vamos quebrar: o governo, de verdade, a Federação. As pessoas vivem nos municípios; portanto, os recursos federais irão diretamente do governo central para os estados e municípios. Colocaremos de pé a federação brasileira. Nesse sentido é que repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília.

Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro. As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o desígnio dos brasileiros do presente e do futuro. Esse não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas.

As reformas a que nos propomos serão para criar um novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso falo com uma mão voltada para o seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul ou do norte. Somos todos um só país, somos todos uma só nação!

Uma nação democrática!

O estado democrático de direito tem como um dos seus pilares o direito de propriedade.

Reafirmamos aqui o respeito e a defesa deste princípio constitucional e fundador das principais nações democráticas do mundo.

Emprego, renda e equilíbrio fiscal: é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos.

Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívidas decrescente e juros mais baixos.

Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit.

Este é o nosso propósito.

Aos jovens, uma palavra do fundo do meu coração: vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica. Vocês foram e estão sendo testados a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar. Esta é a nossa missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição.

Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que foram submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas.

Buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil.

Durante a nossa caminhada de quatro anos pelo Brasil, uma frase se repetiu muitas vezes: "Bolsonaro, você é a nossa esperança".

Cada abraço, cada aperto de mão, cada palavra ou manifestação de estímulo que recebemos nesta caminhada fortaleceram o nosso propósito de colocar o Brasil no lugar que merece.

Nesse projeto que construímos, cabem todos aqueles que têm o mesmo objetivo que o nosso.

Mesmo no momento mais difícil desta caminhada, quando, por obra de Deus e da equipe médica de Juiz de Fora, ganhei uma nova certidão de nascimento, não perdemos a convicção de que juntos poderíamos chegar a esta vitória.

É com esta mesma convicção que afirmo: ofereceremos a vocês um governo decente, que trabalhará, verdadeiramente, para todos os brasileiros.

Somos um grande país, e agora vamos juntos transformar esse país em um grande nação. Uma nação livre, democrática e próspera!

BRASIL ACIMA DE TUDO,

DEUS ACIMA DE TODOS!"